quinta-feira, 29 de maio de 2008

Uma história de amor

(Parentesis poético dois)
Para o meu feio Gato Malhado:

Cheia de cor sempre voei
Pela Primavera, Outono e Verão
Até que um dia te encontrei
E muito explodiu o meu coração

O Parque, cheio de rumres
Algo inacreditável
E nós morrendo de amores
Não pudémos fazer nada

Muitos pretendentes tenho
E só ao teu refúgio, venho
Nos animais surto efeito
Cheios de orgulho e preconceito

Agora relembramos com saudade
Os nossos belos passeios
Infindáveis, até à eternidade
Sempre com nossos jeitos

Soms gato e andorinha
Juntamo-nos e somos um só
Vamos lá, uma corridinha?
Até ao teu veludo com pó

Obrigada por me ensinares a amar
A crescer e a respeitar
Assim cresci num novo mundo
Gosto de ti, bem lá no fundo

Juntos regras quebrámos
E felizes namorámos
Mas que grande espalhafato
Amo-te meu feio Gato !

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Ser, estar

Não sei. Não sei mesmo, o que é que vou ser quando for grande. Já quis ser Pintora. Juro que quis. Mas depois pensei que à minha maneira essas telas ficariam excelentes, mas depois nada teria sentido, porque ou as fazia por gosto, ou saiam mal. Também já quis ser Jornalista. Bons tempos. Mas depois, ao saber que os jornalistas só mentem quando reportam as noticias, as distorcem da realidade. Não queria ser assim. Porém, quis saber um pouco mais sobre os Políticos. Que garra tinham, queria ser assim famosa como eles. Mas tudo perdeu o encanto quando percebi que é só garganta. A minha cabeça, rodou a 180º, quando comecei a reparar mais nos Advogados. Que acusações e inocências provavam. Tudo tão mágico, como nos filmes. Também eu, queria fazer parte de tudo aquilo ! Mas era demasiado. O trabalho era muito árduo e intensivo. E isso não queria eu. Queria algo, que fosse divertido, sério, diferente, e que eu gostasse mesmo de fazer. Decidi-me pela escrita. Aí, podia então escrever e dar largas à minha imaginação do sitio mais pacato, do meu sofá. Do meu computador. E fazer chegar a toda a gente. Quero ser diferente. Quero ser escritora. :b Mas à parte de alguma profissão, também quero e sou Feliz, e é por isso que tantas e tantas profissões me vieram a mente.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Vocação

Não sei o que é.
Nunca provei.
Nunca a vi.
Nunca experimentei.
Quis saber o que era. Consultei um dicionário moderno. Lá dizia: palavra desactualizada, fora de uso.
Procurei nas páginas amarelas; não encontrei nada.
Questionei um sábio, que me definiu vocação como sendo um chamamento de Deus a todos os Homens. Afinal, eu também tenho direito a uma vocação, pensei eu atónita.
Sentei-me, então, à espera que Deus me chamasse. Esperei em vão, Ele nem me deu um único sinal. Nunca recebi um telefonema, uma mensagem, uma carta, nem sequer um telegrama.
Voltei a interpelar o sábio e contei-lhe a demora. Este diz-me que temos de ser nós próprios a descobrir a nossa vocação. Ela é como um tesouro: quando o desenterramos ficamos eufóricos de alegria.
Tinha de a encontrar. Programei uma expedição pelo mundo. Lancei-me na maior aventura à descoberta do meu tesouro.
No caminho, cruzei-me com outros que também andavam em demanda da sua vocação. Perguntei-lhes as suas razões. Queriam ser felizes e sentirem-se realizados.
"Bolas! Não sabia que a vocação tinha esses poderes mágicos!" - comentei eu, desclumbrada. A partir daí, comecei a procurá-la ainda com mais paixão e anseio.
Subi, intrépida, todos os montes, explorei, destemida, tdos os mares, percorri, audaz todos os países; mas, as minhas buscas eram infrutíferas, não havia vocação para mim, pensava eu.
Até que um dia, encontrei um ancião que me disse: "Não deves procurar a vocação fora de ti, ela está em ti. Volta para casa, continua a tua vida normal e daqui a uns tempos, quando estiveres madura, sentirás a vocação desabrochar em ti. Quando te sentires inclinada a ocupara tua vida de uma determinada forma, num trabalho que te agrade e contribua para a edificação de um mundo melhor; quando encontrares a tua própria maneira de estar nesse mundo com os outros, quando descobrires um estilo de vida que te satisfaça e te realize como irmão de todos e filho de Deus, então terás encontrado a tua vocação e estarás no caminho da felicidade e da plenitude." - disse-me ainda - "cada vida exige uma vocação, e viver é já ser vocacionado."
Despedi-me do ancião e regressei a casa mais feliz que nunca, ansiosa por crescer e ser mais e ser maior.. :D

quarta-feira, 23 de abril de 2008

realidade ou utopia?

Todos sabemos o que está mal, o que se deve melhorar. Todos sabemos ver os defeitos em tudo, agora mudar? Para quê? Só daqui a uns anos é que realmente se vai fazer sentir, só quando eu estiver bem longe daqui é que vai começar a ocorrer algo. Admitamos, todos nós pensamos assim. É muito mais cómodo não fazer a reciclagem e colocar tudo no lixo comum. É tão fácil deitar um pequeno papel para o chão (já nem falo nos cigarros, mal apagados) em vez de por no bolso. Ou então, deixar linhas e linhas, nos cadernos diários, que podiam muito bem ser ocupadas com apontamentos, mas que ali permanecem só por comodismo. Muito mais fácil, é usar desodorizante cheio de CFC’s. É muito mais cómodo ver algo no chão e dizer, ‘hmmm.. fica para a próxima, apanho noutra altura, agora estou cheio de pressa’. Meus amigos, pode já não haver uma próxima. E temos de ser nós com pequenos gestos hoje, para fazermos a diferença amanhã.
No meu caso, tenho consciência do que faço para deixar o mundo um pouco melhor. Para vós pode parecer demasiado, mas modéstia à parte, orgulho-me de estar nos escuteiros e de me terem incutido essas pequenas coisas que fazem parte do nosso dia-a-dia.
É tudo tão simples. É só começar. Mãos à obra, deixemos de correr contra o tempo e paremos para ver o que poderá ficar melhor SE fizermos algo.
Eu tento de tudo, para quando estiver a acampar (algo que muitos, nem sabem o que é; nem sabem o prazer da natureza, que nos rodeia) possa respirar correctamente, possa ter varas para construir abrigos necessários para os que mais precisam, não ter de limpar sempre tudo à volta do nosso campo, porque outros deixaram lá papelinhos espalhados, possa ainda ver o céu estrelado à noite, possa apreciar os animais quase em vias de extinção, que por ali passam.
Vá, até podem não ser escuteiros, mas uma boa acção por dia, uma boa acção para tornar a natureza mais pura, o que é que custa?

REALIDADE OU UTOPIA?

sábado, 19 de abril de 2008

ser MAIS

Há qualquer coisa de diferente em tudo. Não sei, porque é que escolhi este nome, no meio de tantos outros, mas foi a realidade que nunca mais vi entre as pessoas. Agora, tudo se cinge às modas e modinhas, que realmente não passam do igual, do monótono. Quero coisas diferentes, um novo rumo para tudo. Quero poder ir por aí fora, gritar que sou melhor que isto, que consigo melhorar, que consigo ser MAIS. Vou ser MAIS por mim, não pelos outros, só por mim. Porque é a minha vida e não a dos outros. Que mundo é este cheio de orgulho e de preconceito ? Mais coisas originais é o que falta. E o tempo? Todos andam agarrados às horas, aos minutos, aos segundos. Não pode ser. Desenvicelhemo-nos destas coisas que são essencialmente uma grande seca. Que só as fazemos por obrigação. Vamos andar à chuva, apanhar uma grande molha, cantar aquela música pimba que todos sabemos a letra de cor e salteado, vamos para a praia tocar viola até adormecer, vamos contar histórias que ninguém conhece, vamos inventar um final ainda mais à frente, do que 'e viveram felizes para sempre'. Passemos a dizer, quando as histórias acabam, 'e começaram a viver assim, felizes, para sempre' porque a diferença nota-se. Marquemos a diferença, deixemos marcas da nossa existência, sejamos mais fortes e acreditemos que há sempre um final positivo em que a bruxa má se desvanece até aparecer um plim e lermos o 'the end'. Que não tem nenhuma razão de ser, porque as histórias nunca acabam. Quem conta um conto acrescenta um ponto. Não há nada a fazer em relação a isso. É assim. Mas nós podemos, mudar tudo, temos que tr mais ideias, sermos idiotas, pois só assim, com vontade de mudar, deixamos o mundo um pouco melhor do que o tinhamos encontrado.
Eu quero marcar a diferença, e tu?